Terça-feira, 7 de setembro de 2010
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Publicada em: 8/2/2010 às 11h13m
Autor: Comunicação - CONFEF

Inovação em Educação Física Escolar

Atividades extras garantem mais aproveitamento do aluno

O desempenho abaixo da média de alguns estudantes levou o a Escola Municipal Dr. Mario Augusto de Freitas, no bairro Engenho Novo do município do Rio de Janeiro, a criar uma atividade extracurricular para ajudar quem estava com dificuldades nas disciplinas. A professora de educação física Márcia Bandeira de Mello (CREF 006037-G/RJ) desenvolveu o trabalho PraticaMente, que consiste na produção de jogos com material reciclável para despertar o interesse dos estudantes.

As atividades são desenvolvidas com alunos do primeiro ao quinto ano do ensino fundamental. Eles mesmos criam os jogos e suas regras. As brincadeiras são trabalhadas de acordo com a dificuldade dos estudantes em cada disciplina. As turmas têm no máximo 12 crianças, para que recebam toda a atenção possível. As oficinas do PraticaMente foram criadas no início de 2009.

– Os alunos que têm algum tipo de dificuldade no aprendizado vêm ao colégio duas vezes por semana, fora do horário de aula, para criar jogos e aprender com eles –, explica.

Segundo Márcia, os trabalhos são focados na memória e na atenção das crianças.

– É mostrar que a matéria que está difícil de aprender em sala de aula pode ser prazerosa e divertida, se estimulada da maneira correta –, ressalta.

Os alunos aprendem especialmente matemática e língua portuguesa, de forma lúdica.

– Essas são as disciplinas em que eles encontram mais dificuldade. Se os professores identificam baixo desempenho em alguma outra, também desenvolvemos jogos para ela –, observa.

O aprendizado vai desde a construção de um dado de papelão, até jogos mais complexos que envolvem lógica, com tabuleiros de madeira e garrafa pet, ou desafios silábicos.

Márcia afirma que a avaliação dos professores é a melhor. Eles comentam que as atividades facilitam seu trabalho e ajudam os alunos a ter um desempenho positivo em sala.

– Tanto que já chegamos a reduzir o número de estudantes nas turmas, pois eles conseguiram aprender e ter notas acima da média –, garante.

Entretanto, segundo a professora, os alunos sentem falta das atividades quando deixam a turma extra.

 – Eles gostam tanto que querem voltar, mesmo com notas melhores. Já vimos que eles levam para casa o que aprendem na escola e praticam os jogos aprendidos com a família e os amigos. É gratificante ver esse resultado –, destaca.

Em Campo Grande (MS), 83 das 91 escolas municipais usam as atividades extracurriculares para melhorar o desempenho dos estudantes. O projeto Grupo Avançado de Estudos (GAE) atende alunos com dificuldades no aprendizado em matemática e língua portuguesa. Funciona como um reforço escolar, com três horas semanais.

Após o início do GAE, com atividades extracurriculares, o cenário mudou.

– Fomos destaque na Prova Brasil, entre as melhores notas, reduzimos o número de repetentes na rede e aumentamos o nosso Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) –, afirma.

O programa atende, atualmente, 8.970 alunos da rede que estão abaixo da média.

– O número de reprovações era muito grande. Víamos que isso desmotivava muitos alunos, que preferiam abandonar a escola. Estamos reduzindo esse índice, pois entendemos que ninguém é obrigado a aprender no mesmo tempo do outro. Cada um tem seu tempo, suas limitações –, avalia.

Fonte: Portal da Educação Física / Correio do Brasil

 

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